Consumidora será indenizada após abordagem vexatória em farmácia, decide o TJSP

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) confirmou a condenação de uma empresa farmacêutica ao pagamento de indenização a uma consumidora que foi abordada de forma considerada vexatória por funcionários do estabelecimento durante uma tentativa de resolução de problema.

O caso

A consumidora relatou que, ao buscar atendimento em uma farmácia para esclarecer uma cobrança ou problema relacionado a um produto ou serviço, foi tratada de maneira ofensiva e constrangedora pelos atendentes, situação que causou desconforto e humilhação injustificados.

Ela então buscou a Justiça estadual em busca de reparação pelos danos morais sofridos em decorrência da conduta dos funcionários, sustentando que a abordagem violou seus direitos básicos como consumidora, previstos no Código de Defesa do Consumidor.

Decisão Judicial

Ao analisar o recurso, a Corte paulista entendeu que a forma como a consumidora foi tratada no interior da farmácia extrapolou os limites de uma simples reclamação ou atendimento inadequado. Para o tribunal, a abordagem caracterizou conduta vexatória e ofensiva, gerando constrangimento que ultrapassou o mero aborrecimento cotidiano.

Com isso, o TJSP confirmou a sentença que determinou a condenação da empresa ao pagamento de indenização por danos morais em favor da consumidora, reconhecendo que o tratamento inadequado no atendimento ao público configura violação dos princípios de boa-fé e respeito previstos no Código de Defesa do Consumidor.

Entendendo a decisão

No âmbito do direito do consumidor, empresas fornecedoras de bens e serviços têm o dever de tratar os clientes com respeito e profissionalismo. Isso significa que:

  • o atendimento deve ser prestado sem discriminação ou humilhação;
  • reclamações ou questionamentos de consumidores não podem resultar em atitudes ofensivas;
  • a relação de consumo deve observar o princípio da dignidade da pessoa humana.

Quando uma empresa falha nesse dever, o consumidor pode buscar reparação judicial, inclusive por danos morais, quando ficar claro que o episódio ultrapassou a razoabilidade.

Importância para os consumidores

Essa decisão reforça que situações de atendimento vexatório ou discriminatório — mesmo em estabelecimentos comerciais comuns como farmácias — não são simples “desentendimentos”, podendo gerar responsabilidade civil da empresa e direito à compensação por danos morais.


Fonte: Consumidora abordada de forma vexatória será indenizada – TJSP


— Equipe do Consumidor em Dia | Especialista em Direito do Consumidor

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